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15 Bolsas De Estudo Pra Todos Os Perfis (e Inscrições Acabando) - cynova 15 Bolsas De Estudo Pra Todos Os Perfis (e Inscrições Acabando)

cynova — 15 Bolsas De Estudo Pra Todos Os Perfis (e Inscrições Acabando)


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Mulheres negras têm duas vezes e meia mais oportunidades de morrer durante um aborto do que as mulheres brancas. Provenientes da classes sociais mais pobres, elas costumam não ter condições financeiras para pagar por um procedimento seguro e recorrem a métodos caseiros com maiores riscos de complicações. E diante de um aborto mal sucedido, estudos demonstram que elas têm superior complexidade no acesso a serviços de saúde, o que se intensifica o risco à vida destas mulheres.


Os caminhos que levam as mulheres negras a isto são vários. Na atualidade, o aborto provocado é considerado crime previsto nos artigos 124 a 128 do Código Penal Brasileiro e pune tanto a gestante como os profissionais que executam o procedimento. O único tipo de aborto provocado previsto em lei é em caso de estupro ou de risco à vida da mulher - entretanto mesmo nesses casos há obstáculos burocráticos que desencorajam a prática. Outro fator que explica a mortalidade superior entre as mulheres negras é o caso de elas abortarem mais. Maria do Carmo Leal, Silvana Granado Nogueira da Gama e Cynthia Braga da Cunha no estudo "Desigualdades raciais, sociodemográficas e pela assistência ao pré-natal e ao parto".


Outra possível explicação é fato de as mulheres pobres e negras ainda terem menos acesso a opções de métodos contraceptivos, segundo Greice Menezes, pesquisadora do Programa Integrado em Gênero e Saúde (Musa) da Faculdade Federal da Bahia (UFBA). O grau de dica sobre isso educação sexual é muito deficiente nas periferias do país, onde está vasto cota da população negra. O Programa de Conflito ao Racismo Institucional (PCRI) define esse tipo de distinção como "o fracasso das instituições e instituições em providenciar um serviço profissional e adequado às pessoas em virtude de sua cor, cultura, origem racial ou étnica".


O documento explica que ele se manifesta em normas, práticas e comportamentos discriminatórios adotados, numa maneira que combina estereótipos racistas, falta de atenção e ignorância. Isto é, o racismo não aparece de modo deliberada, contudo de forma velada nas engrenagens das corporações e relações. Emanuelle Goés, doutoranda em saúde pública na UFBA e coordenadora de saúde do Odara Instituto da Mulher Negra.



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Os números a respeito da saúde da população negra no geral embasa essa constatação. A Procura Nacional de Saúde (PNS) de 2015, a primeira a fazer o recorte por raça e cor, mostra que essa população tem desvantagens em quase todos os requisitos pesquisados. Entre a população branca atendida, 9,5% saem do serviço de saúde com a percepção de que foram discriminadas.


https://maceio.7segundos.com.br/noticias/2020/10/27/162352-como-escrever-uma-redacao-sobre-reducao-da-maioridade-penal % entre pretos e 11,9% pardos - a soma dos dois grupos representa a população negra, de acordo com a definição do IBGE. Elas assim como têm menos acesso a planos de saúde e a internações, consultam menos médicos e dentistas, têm mais dengue, são vítimas em superior proporção de acidentes de trânsito e trabalho e de violências e agressões. https://www.fatimanews.com.br/educacao/o-que-e-monografia-entenda-sua-estrutura-e-como-fazer-a-sua/202943/ /p>

Esse menor acesso a serviços de saúde impactam na mortalidade das mulheres negras. Os números do Ministério da Saúde comprovam que durante o tempo que o número de casos de mortalidade materna (óbitos durante e logo depois da gestação e acrescenta abortos) cai entre as mulheres brancas, ele sobre isso entre as negras. Em 2007, 62.503 mulheres morreram em consequência da gestação, sendo 45,5% brancas e 46% negras (soma de pretas e pardas). recursos úteis , o número de mortes registradas foi de 64.265, 41% de brancas e 53% de negras.


Isto é, o número de mulheres que morrem em consequência de uma gestação subiu, entretanto a condição da parcela branca melhorou, enquanto a da negra só piorou. As Ler Mais deste artigo causas destas mortes são pressão alta e hemorragia. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz mostra que quase um terço das pardas e negras não conseguiram atendimento no primeiro hospital ou maternidade que procuraram.


Um caso de morte materna fornece pistas de que forma o racismo institucional atua pela atenção à saúde da mulher. Às 14h do domingo, ela foi medicada com dipirona pra angústia de cabeça e colocada no soro. Logo em seguida, teve uma convulsão por eclampsia, que é causada em consequência a pressão alta, e foi finalmente levada para o centro cirúrgico para fazer uma cesária.

© cynova 08 дек. 2020 15:54